Os grãos de soja que ficam pelo caminho durante a colheita representam milhões de reais em prejuízo. Em Cambé, agricultores participaram de um concurso para diminuir as perdas. O vencedor foi Silvio Cesar de Oliveira, de Cambé, conseguiu a menor perda, 1,767Kg por hectare, que rende aproximadamente 3mil quilos.
O produtor cuida da colheita, mas quando coloca a produção no caminhão o desperdiço acelera... As raras vantagens com o clima, ou com nossas terras férteis, com os equipamentos mais modernos, vão escapando pelas frestas das carrocerias. Para exportação, só o transporte até o porto, custa em média 20% do preço do produto.
É uma injustiça, em nenhum país que concorre com o Brasil, o produtor enfrenta algo semelhante. Nos estados unidos o custo do transporte é um terço do brasileiro. Cerca de 40% da nossa produção de soja é transportada por quase 700 mil caminhões. Daria pra dar a volta ao mundo se colocássemos todos enfileirados. A carga levada por uma única composição numa hidrovia, por exemplo, corresponde a 172 caminhões de 35 toneladas e consome 80% menos combustível. Resumindo a opera, as estradas estão em péssimas condições na maioria dos estados, onde está boa se cobra pedágio. Nos rios as grandes embarcações são barradas por pontes muito baixas, trechos estreitos demais. Trem, pelo tamanho do nosso país, praticamente não existe. O que seria a China perto do Brasil se o poder público acompanhasse o ritmo da iniciativa privada, tanto do campo quanto da cidade?
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