quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ele venceu e “ponto”

Por mais que alguns não gostem e outros protestem uma coisa é certa, Antônio Casemiro Belinati é o grande vencedor das ultimas eleições, não apenas nas urnas, mas também na vida pública. Ser empossado como prefeito a esta altura do campeonato é um pequeno detalhe no contexto que surpreende a todos, alguns negativamente, mas outros nem tanto.
Não são todos que aceitariam disputar uma eleição depois de ser cassado, preso, exposto em rede nacional de tv e tachado de ladrão... E são menos ainda os que ganhariam esta eleição. Apesar de duríssimas críticas, sem entrar no mérito se são justas ou não, Antônio Belinati pode bater no peito e dizer que é o preferido da maioria da população e desta maneira dar o troco em todos aqueles que se empenharam para tira-lo da prefeitura.
Se eu estivesse na situação de muitos rivais do “tetra prefeito”, e isso é fato já que ganhou as eleições nas urnas, pensaria duas vezes antes de criticar o “homem do povo”. Por mais que a frase “incompetente sim, ladrão não” caia bem uma coisa é certa. Se Belinati venceu é porque ninguém, que disputava o pleito, é melhor que ele na opinião da maioria.
E se alguém comentar... a maioria é burra, o que dizer de quem sabe disso e mesmo assim perde uma eleição? E mais, falar mal dele é fácil, quero ver admitir em público que apesar dos pesares, pelos resultados que conquista, é um grande estrategista e tem a política nas veias.

3 comentários:

Valdo disse...

Do ponto de vista dos números, realmente ele é o maior e único vencedor. Por outro lado, todos nós munícipes, eleitores dele ou não, só perdemos com o embróglio que se tornou o preenchimento do cargo de prefeito. Acho que em nome do bem comum o deputado deveria ter a humildade de se recolher ao seu mandato e deixar que a questão municipal siga o seu rumo. Com Barbosa ou Hauly! E ponto final.

Marco Cito disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marco Cito disse...

Texto coerente e consciente Diogo.

A disputa do segundo turno ficou como a disputa do BEM contra o MAL.E de BEM supremo ali, bom...

O fato é que fomos brindados com provas inequívocas de como não fazer política por parte do candidato do PSDB no sentido de criticar o que já foi amplamente criticado sem uma análise mais profunda.

Em um país como o nosso, onde a maioria das pessoas não come duas vezes por dia, não dá pra ficar no mérito de processos judiciais, jurisprudências e eufemismos...

O que o povo quer saber é quem vai asfaltar a rua, construir e reformar postos de saúde, preocupar-se com o emprego etc.

Por mais que eu também seja defensor da tese de que fortalecendo a economia e aplicando uma gestão eficiente os recursos sobrem naturalmente para estes investimentos, não dá pra ficar no economês com as pessoas que tem necessidades urgentes, como o que comer ou vestir, por exemplo.

Temos sempre dois problemas como eleitores conscientes: Saber quem vai fazer o imediato e o mediato. E mais ainda:

Quando aparecerá um político que investirá definitivamente em educação e cidadania, para que, e só aí, propostas prevaleçam mais que o populismo puro e simples.

Há, e só pra deixar claro, meu candidato ao terceiro turno é o Deputado Federal Barbosa Neto.

Por uma questão simples: Ideológica. Li estes dias que o neoliberalismo não deve ser debatido em nível municipal. Eu discordo.

O melhor lugar para espoliar os recursos e fazer política para agradar os ricos é no ambiente micro (município).

Portanto, a tese de dividir lados é inócua, na minha opinião.

Não me rotulo como esquerdista porque, como católico, não sou socialista. Porém devemos buscar a soma das duas coisas. Estado fortalecido sim, justiça social mais ainda porém sempre somado a boa gestão e máquina enxuta.

É esperar para ver!