segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cuidado, sem habite-se

Você sabe o que é habite-se? A certidão do habite-se é um documento que atesta que o imóvel foi construído seguindo-se as exigências (legislação local) estabelecidas pela prefeitura para a aprovação de projetos. Isso significa segurança para quem estiver no imóvel e respeito com uma determinada localidade e suas regulamentações. Diante disto eu pergunto. Por que alguém não consegue um habite-se? A resposta eu deixo com os leitores.
E o alvará do corpo de bombeiros? Este é concedido depois de uma vistoria e da execução de obras e a instalação de sistemas que ajudam a prevenir e a combater incêndios. Isto posto eu pergunto. Como construir um mercado e o pior, colocá-lo em funcionamento sem o habite-se da prefeitura e o alvará do corpo de bombeiros. É isto que acontece em Londrina no mercado São Francisco, vindo de Maringá.
Quero a opinião dos leitores sobre isto, principalmente dos empresários londrinenses que seguem as leis, pagam os impostos e assim por diante... Afinal, se o São Francisco for o de Assis, nem os pobres animais merecem isso.

8 comentários:

André Rodrigo disse...

É um desrespeito, uma falta de ética e de vergonha na cara dos proprietários deste empreendimento. O pior é que o povo tampouco se importa, nosso povo está acostumado a engolir merda e arrotar perfume! Cadê os representantes do povo, onde está a tal sociedade organizada tão cacarejada nos discursos vazios de muitos? Tanto a direita quanto a esquerda perderam os rumos de vez, tornaram-se perdidos. Mas eu sei onde estão todos agora neste momento, estão na fila do São Francisco comprando o óleo Transgênico da Perdigão a R1,78 a unidade, promoção de inauguração que está no encarte. Parabéns Diogo, cutucou onde poucos têm coragem!

aguinaldojrosa disse...

pois é diogo, quando a loja do seu patrao foi inaugurada ali na madre leoni, tambem faltavan documentos, sem contar que mudaram a lei para beneficiar seu patrao, sem contar a reserva de mercado, patrocinada pelo prefeito, atraves do episdodio do wal mart, para beneficiar seu patrao, teatro, cei da cultura e outras coisitas mais, como voce pode ver realmente esta cidade esta sem dono.

Juan disse...

Boa noite Diogo, Parabéns pelo posicionamento.
Será que esse senhor aí acima de meu comentario é o Agnaldo Rosa ex-diretor da COHAB na gestão do Tri-cassado Belinati? Aquela gestão que afundou a COHAB e a cidade de Londrina.
Bom se for, não têm moral nenhuma pra falar nada, pois participou ativamente de um momento trágico para a História de Londrina, sendo diretor de companhia pública na gestão do campeão de processos por crimes contra o patrimônio público, o "tio Bila" Tri- Cassado.
Mas se não for o Doutor Aguinaldo, experiente político oriundo do velho território do Mato Grosso, pode tratar-se de mais um cidadão desenganado. POrtanto quero clarear as mentes.
Primeiro: O WallMart já está em Londrina atravéz de sua filial chamada Mercadorama desde o 1º dia da gestão do Nedson lá em 2001.
Segundo, o WallMart na época do buxixo, mostrou INTENÇÃO de se instalar no terreno da Quintino, Fato que levou alguns oportunistas de plantão fazerem Loby dizendo que o prefeito estaria beneficiando o Viscardi e o Muffato, certo.
Porém querer justificar um erro, se é que houve no caso do Muffato, para acobertar outro que ocorre agora com o São Francisco, não dá.
O amigo Diogo está mais que certo, têm que botar a boca no trambone, foi assim que derrubamos o esquema da corrupção instalada na gestão do tri cassado.
Jamais podemos nos calar diante de gente mal intensionada, que desrespeita a lei e ao povo honesto que não participa da ideologia do "rouba mais fais".
Portanto Diogo parabéns, e lembre-se: " Enquanto os cães ladram, a caravana passa".

Diogo Hutt disse...

Obrigado por escreverem. Vamos aos fatos.
Aguinaldo Rosa: O Muffato da Madre é uma loja ecologicamente correta, aproveita a água da chuva, economiza energia, tem isolamento acústico e térmico, em fim... No caso do habita-se do São Francisco ele não foi concedido por vários motivos, entre eles por não conseguirem a negativa de dividas com a prefeitura, ou seja, não pagam os impostos que serão revertidos em benefícios para nós. Os dois casos são distintos, o Muffato não colocaria a vida dos clientes em risco abrindo a loja mesmo sem autorização dos bombeiros.
Em relação ao Wal Mart, se eu não estiver enganado eles vão inaugurar uma loja ao lado do Muffato da Saul, muito mais próxima que a da Quintino inclusive. Apesar disso, obrigado por escrever.
André Rodrigo: Li seu comentário, obrigado por escrever, posição firme. É uma honra telo como leitor de minhas postagens. Tenha a certeza de que estou atento as suas.
Juan: Opinar com conhecimento é outra coisa, aprendi no exercito que uma das maneiras de se defender é atacar, faz isso com muita competência. Um grande abraço.

Thaisa disse...

fiquei muita chateada com o que vc falou da Rede São Francisco.

Penso que, ou vc é um jornalista ou vc é da rede do Muffato.

Não é legal vc usar do seu programa para defender a camisa do Muffato.

Assistir a reportagem sobre a inauguração da rede São Francisco em outra emissora, e ela não poderia ter sido melhor. Um vez que o empreendimento vai gerar mais emprego em nossa cidade, mais opção pro consumidor, e por ai vai...

Quando vc estiver no primeira hora, vc tem que defender sua opinião de jornalista.

Quando vc estiver no Grupo Muffato, vc defende o Muffato.

Não estou defendendo a Rede São Francisco, e sim aquela pessoa que não sabe que vc também é do Grupo Muffato, e que vai ficar pensando que a Rede São Francisco está fora da lei. (não estou dizendo que está ou que não esta), estou apenas repetindo o que vc disse em seu programa hoje.

Te admiro muito como jornalista/comentarista, mas hoje, 04/12, vc pisou na boa...

Mas fiquei Feliz com o Everton, em nome da Apras no qual é presidente, ele falou muito bem, em momento algum ele foi contra a inauguração da Rede São Francisco (lógico que essa reportagem foi em outra emissora).

Esperava outra atitude sua Diogo, em relação a Rede São Francisco.

Só para constar como informação, sou consumidora assídua do Grupo Super Muffato, adoro o mercado, meu pai vai ao mercado quase todos os dias.

Bom, assim como eu posso elogiá-lo, acredito que também que posso criticá-lo.

postado novamente a seu pedido....

André Rodrigo disse...

É, o Brasil é assim Diogo, o povo lê mais não entende. É o mal que minha professora, Dr. Enezila de Lima do departamento de História da UEL dizia quando entrei no curso, "temos que deixar de sermos analfabetos funcionais".
Em momento algum foi citado o Muffato, somente citamos, (me incluo pois fui o primeiro a exibir o alerta em meu blog Historicizando), a falta de respeito do São Francisco em inaugurar a loja do Comtour em meio a falta de habitse e autorização do corpo de bombeiros, sem falar da sujeira e dos entulhos ao redor do shopping.
Agora estranho a postura de defesa do mercado de pessoas como a da Srª Thaisa, será que você também não tem algum interesse que não nos quiz compartilhar conosco.
Bom, ainda estamos num regime democrático e meu papel como cidadão e historiador exerço como posso, critico mesmo as coisas erradas, aponto soluções, não posso deixar de ser assim, e muito mais morando numa cidade intelectualmente nebulosa, em que a maioria do eleitorado que se considera "moderna" vota no "rouba mais fais".
E tem mais, se nós, réles mortais pagamos nossos impostos e cumprimos com a lei, porque uma rede empresarial bem afortunada e rica não deve pagar e cumprir?
Parabenizo o Diogo pela postura tomada e o acompanho literalmente em seu discurso.
Londrina tem que deixar de ser cúmplice de coisas erradas, acobertar delitos, e todos temos que abominar os muitos hipócritas que aqui habitam e que fazem o mal e depois lotam as igrejas como fossem "lavar a alma".
Sinceramente não consigo conceber essa idéia de emprego a qualquer custo, se for assim deve-se liberar o tráfico de drogas e armas, pois emprega muita gente, devemos legalizar a venda de entorpecentes nas padarias e bares, imaginem quantos empregos não iria gerar, da Colheita até a Fábrica, a Logística, o Gerenciamento, a Estocagem, os Controles de qualidade, a Venda no atacado, a revendo no Varejo....
Gerar empregos é bom sim, mas dentro da lei como as demais empresas sérias de Londrina fazem.
Minha torcida é pela regularização do São Francisco, mas deveriam manter suas portas fechadas até então.

Diogo Hutt disse...

Confesso que estou surpreso pela retórica do colega André Rodrigo, este vou salvar nos meus arquivos, merece um estudo, palavra por palavra. Obrigado por dedicar seu tempo ao blog e lógico, por falarmos a mesma língua neste caso.

Thaisa disse...

Sr. André Rodrigo... compreendo e entendo seu ponto de vista e também defendo-o.
Minha intensão ao criticar, não é de defender a Rede São Francisco, e achar correto, em relação a irregularidades, e sim achar o cúmulo quanto a maneira como foi colocada a reportagem.
O Diogo poderia (e disse) ter comentado tudo aquilo e com razão, com um poco de cautela e ironia poderia ter finalizado perfeitamente, (o finalizado que coloco é ter feito um apelo pra que a situação fosse regularizada e tal, que é um desrespeito a cidade e a população, ter falado que isso é bom pra cidade devida as fatores ja mencionados e tal...) o Diogo faz esse tipo de comentarios perfeitamente, de maneira ironica dado aquele tapa de "luva de pelica" como dizem.... é perfeito adoro isso "um bom café da manhã pro senhores"....
Sr. Andre Rodrigo, quantas empresas abre a cada dia??? Você acha realmente que todas abrem regularmente??? Tomara que sim!!! É o que todos nós gostariamos!

Mediante isso, proponho a imprensa de modo geral, que a cada abertura de novas empresas, em diferentes segmentos sejam seja fiscalizado e passado essas informações, umas vez que, ela tambem anda politicamente correta.