sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sociedade alternativa

Quero ver uma discussão, como a que envolve os invasores de um hotel, ex-casa do estudante da Uel, no centro de Londrina, pautada somente em argumentos e não em viagens filosóficas regadas a ervas e outros...
Qual argumento teriam para ocupar um prédio que já custou, desde que deveria ter sido desocupado, R$ 80mil aos cofres públicos. Mais vagas é a resposta que escuto, no entanto continuo indagando. Por que muitos dos invasores não participaram do processo seletivo para a nova casa do estudante da Uel. As possíveis respostas vão desde a distância da nova casa do centro da cidade até o fato de que alunos que reprovaram por falta são excluídos do benefício.
São cinco meses de invasão, tempo suficiente para reorganizar a vida de acordo com a nova realidade. Cortar a água e a luz é uma medida responsável por parte de quem alugou o imóvel, quando poderia deixar de pagar e devolver para o dono do jeito que está. Aliás, outra observação, quem vai pagar a pintura das paredes pichadas?
A “manifestação”, que eu chamo de balbúrdia, onde um grupo deitou na frente de uma máquina da Sanepar é o retrato das intenções duvidosas de alguns. Temos direitos e deveres. Direitos de manifestar, mas o dever de pagar nossas contas. Imagine se todos os brasileiros que passam por dificuldades resolvessem deitar na frente dos mercados, pois não querem pagar a comida. Deitar na frente da Copel, pois não querem pagar a luz. Deitar na frente da loja, pois não querem pagar a roupa. O que seria do país. Raul Seixas fez uma música sobre isso. Uma sociedade alternativa. Ou então um país como Cuba, lá não, pois seriam trados de outra maneira.
Recebi um folheto que acusava a polícia de agredir os “manifestantes”. Vamos ser racionais. Como não estamos em uma sociedade alternativa, temos que ter limites e respeitar a lei. A força que a polícia usou neste caso foi calibrada pela resistência de quem estava deitado. Tirar tem que tirar, como, os manifestantes é que sabem. Prestei bastante atenção nas imagens e não vi agressão, vi pessoas sendo retiradas da frente de uma máquina. Já alguns viram socos, tapas etc... etc.. etc.. Cada um vê o que quer. Depende de suas intenções, inclusive as minhas, ou então do que comeu no café da manhã, ou do cheiro das plantas, da qualidade do cigarro, da procedência do perfume...
Registrem o que vou escrever. Dos que responderão negativamente a minha opinião muitos digitarão tais palavras. FACISTA, capitalista, mercenário... um show de falta de argumentos que representam idéias danificadas pelo distanciamento da realidade, pelo cheiro da flor, pela qualidade do cigarro, pela procedência do perfume...

6 comentários:

Almir Escatambulo disse...

Caro Diogo eu assisto todos o seu programa, mais eu percebo que tanto você como o Renato que foi meu colega de faculdade estão sendo preconceituosos, tudo bem vamos fazer as ponderações num ponto concordo com vocês de que realmente há algumas pessoas que precisariam se ¨tocar¨ de sua situação, mais há que se dizer também que desde que o reitor Wilmar Marçal entrou na administração da UEL instalou-se um verdadeiro preconceito contra o curso de humanas (o Renato sabe do que eu estou falando) e todo e qualquer investimento simplesmente não chega a estes cursos ( principalmente o jornalismo) e isso envolve também a questão da moradia dos estudantes.. Esta devidamente comprovado que a escolha dos estudantes foram baseadas em critérios subjetivos e não em caráter socioeconômico. Agora eu pergunto para você me caro Diogo Porque esse rigor com os estudantes da casa e não houve o mesmo rigor com os estudantes de medicina que fizeram aquela baderna no HU? será que é por que eles são estudantes de medicina que pertence o ciclo do reitor Wilmar Marçal? Você sabe tanto quanto eu que há sempre uma ¨protecãozinha especial¨com os filhos de rico que fazem este curso e porrada para estudantes pobres como eu e o Renato que não somos e fazem cursos de humanas.. O que eu digo Diogo é que você reproduz a lógica que é taxar pobres de vagabundo e ricos de bons moços, não é verdade? quero ver você chamar de vagabundo O ex deputado Carli Filho, ou quem sabe esses estudantes de medicina que eu citei, ou quem sabe ainda quero ver você falando mau do Paulo Arildo e do Rodrigo Gouveia, não é, pois eles são bons moços compactuam com essa safadeza que é a nossa sociedade, que enquanto muitos morrem de fome alguns vivem com tudo, mais não adianta falar né só você sabe a verdade só você conhece a realidade porque você trabalhou né, e aqueles rapazes da casa são todos vagabundos, tudo bem... Vamos fazer um texte um dia peça para trocar de papel com alguns deles e vê se o senhor consegue suportar o fardo.

Antes que você me questione quem sou eu para falar isso para você porque eu sei que voce vai dizer, eu sou uma pessoa com deficiência visual que sofre preconceitos igual essas pessoas que voc~e está taxando de vagabundos, que alias tem formação superior mais não tem oportunidades porque sou obrigado a ir ver essas vagas xulas que você apresenta no seu programa, por empresas que não tem o menor respeito com os deficientes, que só os querem para ¨cumprir as cotas¨ e jogam o cara em qualquer serviço desconsiderando a capacidade dele... E quando reclamamos pessoas com o mesmo pensamento que o seu, que sempre teve tudo na mão, fala que somos vagabundos, que não temos vontade... Eu estou dizendo isso porque, tanto num caso como no outro você e seus colegas julgam as pessoas sem viver a realidade delas, taxando de vagabundos, bandidos enfim adjetivos que são jogados ao ar sem saber da realidade concreta, eu fico muito triste em saber que existe alguém como você repassando esse tipo de valores para a sociedade e muito me admira o Renato também ter essa postura. Peço a Deus que ele ilumine a sua alma cara pois a gente está caminhando para trás e muito...

PS: nada pessoal, mais a sua conduta é deprimente...

Diogo Hutt disse...
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Diogo Hutt disse...

Caro Almir, obrigado por escrever. Vou por etapas. Há quanto tempo o projeto da casa do estudante estava parado? Quanto de aluguel foi pago? Como dizer que não houve investimento. Na minha visão houve.
Você diz que está devidamente comprovado que o processo de seleção foi baseado em questões subjetivas. Comprovado como e quais são as provas. Só dizer que está comprovado não prova nada.
Você acredita que não houve rigor com os estudantes de medicina que promoveram aquela balburdia no HU. Não deve se lembrar que eles só conseguiram colar grau depois de recorrer a justiça. Não deve se lembrar que o reitor fez, publicamente, declarações pesadas contra o ato, inclusive em rede nacional de televisão. Também não deve ter me assistido, pois opinei diversas vezes sobre o assunto e não mudei o tom por causa do curso. Procure no youtube o comentário - Fanfarrões da UEL. Não reconheço esta proteçãozinha que cita, pelo menos neste caso.
Quanto a lógica de taxar pobres de vagabundos, esta afirmação é infundada. Primeiro porque não me considero rico, segundo porque foram raros os momentos que chamei alguém de vagabundo, é uma palavra pobre. Está mal informado quando questiona a falta de posicionamento em relação a casos como a do vereador Rodrigo Gouveia, Paulo Arildo e Carli Filho. Deve ler mais meu amigo. Neste blogger mesmo procure a postagem - Tenho a Solução. Ou vai me dizer que não consegue ler porque é pobre. Minha mãe já me ensinou. Somos pobres, mas limpos, honestos e não somos preguiçosos. Não que seja.
Ninguém é dono da verdade. Mas se vai contestar algo, conteste com argumentos, não com ilusões provocadas por falta de conhecimento, leitura etc. Fico triste por chamar aqueles jovens de vagabundos, acho que é a primeira pessoa a defini-los desta maneira. Eu não acho que são vagabundos, muito pelo contrário, lutam e lutam muito pelos ideais deles, que eu não sou obrigado a concordar. Mas a democracia defende até quem luta pela anarquia.
Aceitaria o teste de trocar de papel com eles. Acordo as cinco e meia da manhã, tenho dois empregos. Desde os 14 anos nunca tirei mais de 15 dias de férias, nunca tive mais que uma hora e meia de almoço, nunca parei de estudar. Já vendi morango de bicicleta no conjunto habitacional onde morava, já fui garçom, segurança. Não tive a capacidade de passar no vestibular de uma faculdade pública, mas a particular que estudei quem pagou fui eu. Nunca pousei de vítima. Estou exatamente onde quero e isso só depende de mim. A culpa não é do sistema.
Quanto ao fato de ser deficiente visual e as vagas chulas divulgadas no meu programa... tem que decidir o quer da vida, começar rico ou construir seu sucesso. Saia da condição de vítima. Mesmo se for contratado para cumprir cota, mostre que é bom e o reconhecimento vem, qualquer empresário inteligente sabe reconhecer uma boa mão de obra. Não tenha preconceito de si mesmo.
Você fez faculdade de jornalismo? Como afirma que sempre tive tudo na mão. Quem lhe disso isso? Novamente está mal informado. Outra coisa meu caro, vamos melhorar este português, cometo muitos erros, mas existe diferença entre mais e mas, esta e está. A escolha dos estudantes foi e não foram como escreveu. Porque (junto), é na resposta. Teste não é com X. Chulas? Essa eu não conheço, mas escrevi com ch. Nada pessoal, mas e não mais, a sua conduta é deprimente. Não se esconda em suas dificuldades, para de culpar os outros e lute pela sua vitória.

Um abraço

Almir Escatambulo disse...
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Flávio Caetano de Paula disse...
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Renato Cristopher disse...

O Diogo, não vai atualizar seu blog não?
Abração..