Danilo Marconi Redação Bonde
O ‘caso Silvio Andrei’ não ficou só na esfera criminal da Justiça de Ibiporã. Duas ações cíveis foram ajuizadas pelo advogado Walter Bittar, que defende o sacerdote, contrárias a servidores públicos estaduais e ao Estado do Paraná.
Os policiais militares que participaram da prisão do padre na noite do dia 16 de maio de 2010 foram acusados por abuso de autoridade. Gravações feitas pelas câmeras de vigilância da Delegacia de Ibiporã mostram o sacerdote sendo agredido. Mesmo algemado, Silvio Andrei foi jogado contra as grades de uma cela. Ele sofreu uma lesão na cabeça. Além disso, o sacerdote também teria sido exposto ao ridículo ao ser apresentado para a imprensa trajando apenas camisa, cueca e meias. Silvio Andrei fora algemado pela perna.
Este processo já foi julgado. Os policiais Charles Messias do Carmo, Edgar Soares e Roni Douglas de Araújo aceitaram acordo com a Justiça. A transação penal é uma pena restritiva proposta pela lei 9.099/1995. "Como não tinham precedentes, o processo é suspenso por cinco anos. Os policiais pagam cestas básicas e nesse período não podem fazer outra transação", explicou o tenente Marcelo Barros do Nascimento, comandante do Pelotão de Ibiporã. Os policiais ainda respondem processo administrativo na Polícia Militar.
A outra ação civil pede danos morais "em função da violação de direitos fundamentais honra, dignidade e imagem", revelou o advogado Walter Bittar. A defesa não manifesta valor na ação. O processo é julgado pelo juiz Elsio Crozera.
Silvio Andrei também responde processo administrativo na Igreja. A manifestação só será apresentada depois do veredito da Justiça.
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