quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Caso Marco Zero: sobrou para Acil

Depois da carta em defesa ao empresário Raul Fulgêncio, publicado na Folha de Londrina no final do ano passado, um problema( desconforto ) foi criado entre as principais entidades da sociedade civil de Londrina. Quem vai pagar pelo “ato corporativista”. Parece que essa conta caiu no colo da Acil.
Entenda o caso
No último ano o empresário imobiliarista Raul Fulgêncio ganhou destaque nos principais jornais, emissoras de rádio e de TV da região. Desta vez ele não estava em generosos espaços publicitários os quais tem o costume de comprar. Raul Fulgêncio foi acusado pelo ministério público e câmara de vereadores de Londrina de diversas irregularidades na execução de um dos seus empreendimentos, o complexo Marco Zero. Agora esta mesma história gerou um grande constrangimento para lideranças de algumas entidades de Londrina.
No ano passado a promotoria do meio ambiente do Ministério Público apontou que não foi feito o estudo ambiental da área (Marco Zero), conforme exige a lei, e obrigou o empresário a executar o procedimento. Isso revelou que parte do terreno oferecida pelo empresário como contra partida ao município, conforme exige a lei de parcelamento de solo, não poderia ser entregue por se tratar de uma área de preservação ambiental. Além disso a câmara de vereadores aprovou, por UNANIMIDADE, o relatório final de uma CEI que apurou outras supostas irregularidades. Veja o que foi publicado pelo jornal de Londrina em setembro de 2014: “os vereadores apontam três supostas irregularidades, que estão inter-relacionadas: são problemas na anexação dos lotes parcelados pelos empreendedores; no zoneamento adotado com a anexação; e na doação de 35% da área ao poder público.”
Logo depois da divulgação desse relatório foi publicado na Folha de Londrina uma carta em defesa ao empresário. No texto, assinado pela ACIL, FIEP, Sincoval, Sindimetal, Sinduscon Norte e SRP, a câmara de vereadores é criticada por investigar irregularidades, afirmando que os benefícios causados pelo empreendimento (Marco Zero), seriam de grande valia. Como se o fim justificasse os meios. Esta “defesa pública” custou aproximadamente 7 mil reais, valor de acordo com o tamanho da carta publicado na Folha de Londrina. O problema é que associados dessas entidades teriam questionado a finalidade de gastar tamanho recurso na defesa de uma única pessoa e a questão moral de combater uma investigação. Resultado: A conta teria, segundo fonte, sobrado inteira para a Acil, que teria encabeçado o ato de defesa a Raul Fulgêncio. Com a palavra o presidente da Acil, Valter Orsi, que num passado recente foi as ruas apoiar o Ministério Público na investigação de corrupção na prefeitura de Londrina e agora, contra um colega empresário, critica investigações.
Pizza?
Por falar nesse assunto, o que a prefeitura de Londrina fez com o pedido de providências cobrado pela CEI dos Alvarás? A promotoria de patrimônio público tem farta papelada com todos os detalhes do caso. Não importa o resultado da análise dos documentos, contra ou a favor de A ou B, o que precisamos é de um posicionamento, pois simplesmente não falar mais do assunto gera dúvidas atormentadoras sobre o que está acontecendo.

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